A dor de viver


Quando conhecemos a Red Pill nos perguntamos quais efeitos colaterais obteremos caso a ingerirmos.
No meu caso, não tive um efeito “negativo” de imediato. Sempre convivi com as coisas ruins da vida. Conheci cedo o que é rejeição. Conheci cedo o que são as falsas amizades. Percebi cedo que o mundo moderno não tem nada de útil a nos oferecer.
Porém, conforme o tempo passa após eu ter adotado esse estilo de viver no qual renuncio a tudo e a todos, me sinto numa situação no qual experimento tempestades e calmarias simultaneamente. Me sinto poderoso e com mais tempo de cuidar da minha vida e dos meus estudos. Entretanto, dói lembrar que no meu último aniversário apenas minha ex e minha mãe me parabenizaram. 

  • Dói aceitar essa realidade mesmo considerando que eu sempre caminhei sozinho.
  • Dói vivenciar uma relação desagradável com minha mãe. 
  • Dói receber desaprovações constantes e palavras afiadas que te desmotivam.
  • Dói lembrar diariamente a frase do filme Clube da Luta no qual devo considerar a possibilidade de que Deus não se importa comigo. 
Eu me torno frio a cada dia que passa. Eu absorvo cada dardo atirado na minha direção. Só não me perdi completamente pelo simples fato de ter um cachorro e ele não de importar com o espírito sombrio que possuo. Eu não me importo mais com as mulheres e com uma vida sexual. Eu sigo a vida MGTOW por causa dos motivos óbvios em consequência de como a nossa sociedade tornou-se um lixo, sob o alicerce do estado com suas leis ginocêntricas, feminismo e hipergamia feminina.
Contudo, mesmo não me importando com o fato de que nunca mais irei me relacionar novamente, dói lembrar que nenhum indivíduo jamais olhou para mim com admiração e desejo mesmo que baseados nos estereótipos sociais.
Para um homem chamar atenção é necessário que ele preencha alguns requisitos como altura, porte físico, cor de pele. Acreditem, não é somente o dinheiro que sustenta os desejos sexuais quando se está no auge da juventude. Mas, como diz Pain em Naruto, precisamos conviver com a dor. Apenas assim poderei viver plena liberdade. Apenas assim poderei ter paz na minha solitude dos próximos anos que virão.
Tive que aceitar a todo custo que a sociedade exige padrões de beleza e estética.


"Aprendi a aceitar como abraçar o medo do sentimento que é contemplar e conhecer a verdadeira dor, porque quando eu não tinha nada e nem ninguém, eu sempre tive DOR"

Portanto, devo conhecer a dor. Devo aceitar a dor. Devo contemplar a dor. Devo viver a dor. Devo pensar na dor.

Por fim, mesmo com tanta dor, agradeço por ter amadurecido desde cedo.
Agradeço por não viver uma vida tão fútil quanto a dessa juventude que não lê um livro sequer. Que passa o dia todo nas redes sociais esperando aprovações alheias. 
Uma juventude vazia. Que pensa apenas em festas, bebidas e sexo.
Constituída por homens blue pills que gastam seus dinheiros paparicando mulheres em troca de aprovação e de uma noite de sexo.
Que passam horas no YouTube ou pagando cursos de coach de relacionamento.
Uma juventude constituída por mulheres intoxicadas pelo feminismo. Que abrem a boca pra fale besteira e que são sustentadas pelo Estado.
Uma mulherada cada vez mais hipergâmica. Que trai seus maridos. Que os denunciam falsamente por agressão. 

Eu tenho nojo de todos vocês. 

Se eu morrer antes do previsto e alguém ter acesso a esse depoimento, espero que pelo menos consigam identificar quem vos fala.

Over and out. 



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